O Governo do Estado antes mesmo de entregar a proposta prometida em acordo no Tribunal Regional do Trabalho – TRT anuncia que não vai tratar os policiais civis e penitenciários da mesma forma que tratou os delegados de policia e trata a categoria de forma discriminada.
O Governador falou recentemente que os delegados foram contemplados com a implementação de 63% do subsidio por serem portadores de curso superior, porém, percebe-se que passou pelo esquecimento do Governador de que ninguém entra na polícia civil e no sistema prisional sem ser portador de curso superior, ou seja, ninguém entra sem curso superior: carreiras típicas de estado.
O incremento no salário está garantido no Artigo 144, parágrafo 9º da Constituição Federal, para as carreiras de escrivão, peritos, agentes de polícia e penitenciários e não apenas aos delegados e, por isso, a categoria está insatisfeita com o tratamento que o Governo tem dado.
Com a negativa do Governo, que mesmo antes de entregar a proposta não trata com dignidade a categoria, o Sinpoljuspi, através do presidente Jacinto Teles, irá percorrer o estado do Piauí começando por Campo Maior, Piripiri e com reunião às 18 horas de sábado (05) em Parnaíba.
O Sinpoljuspi tentará uma negociação durante todo o mês de janeiro e se o Governo não honrar com o compromisso a alternativa será greve geral e para isso, uma assembléia geral está prevista para acontecer no início de fevereiro onde decidirão ou não pela greve.
O Governo do Estado alega que não tem condições nem de expedir carteira funcional (não tem recurso para confeccionar carteiras), porém, tem recursos para realizar o pagamento de funcionários fantasmas. O Sinpoljuspi, através do presidente Jacinto Teles Coutinho, marcou audiência pública com o presidente do TRT, Arnaldo Boson a se realizar terça-feira, 08 de janeiro às 10 horas na sede do Tribunal.
O presidente do TRT foi o mediador da questão entre o Governo do Estado e o Sinpoljuspi, na tentativa de cumprimento de Ordem Judicial por parte do Governo através da Secretária de Administração, Regina Sousa, no entanto, o acordo concluiu na suspensão da greve por parte dos policiais civis e penitenciários na garantia que o Governo do Estado elaborasse um Projeto de Lei para ser enviado á Assembléia Legislativa e ser aprovado em caráter de urgência.
Faltam 12 dias para encerramento do prazo que era de 70 dias. "Em maio os delegados recebem a última parcela e nós queremos esse mesmo percentual, só que todo de uma vez, uma vez que eles recebem o benefício há pelo menos dois anos. A suspensão da greve foi negociada na Justiça do Trabalho e, senão for cumprido retornaremos à paralisação e vamos estabelecer todas as formas de pressão judicial, como a que determinou a prisão da secretária de Administração Regina Sousa", afirmou o presidente do Sinpoljuspi.
Ascom Sinpoljuspi