17 de janeiro de 2009

Sucessão: deixem para 2010


Artigo de autoria do Jornalista Jânio Pinheiro de Holanda

Acho que muitos têm o mesmo pensamento, mas infelizmente as condições de manifesto ficam apenas nas rodas de amigos. Mal o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) proclamou os eleitos nas eleições passadas, o tema recorrente nos meios de comunicação é sobre a sucessão do governador Wellington Dias. Vejam que o pleito só vai acontecer em 2010, no entanto, talvez por falta de pauta para cobertura de atos mais proveitosos, a imprensa está dedicando as suas páginas, telas e microfones a tão sonhada (por muitos) sucessão estadual.

Porém, aqueles que estão em cima da carne seca, pretendem continuar sobrevivendo às custas do dinheiro do contribuinte sem que haja qualquer esforço, basta apenas acompanhar os passos dos que se encontram no poder. Enquanto isso, o Estado permanece carente de obras estruturantes e sociais. O que se ver, quando uma autoridade política está sendo entrevistada na televisão, são anúncios de recursos e mais recursos para os mais diversos setores. No entanto, a maior parte das verbas nunca é liberada.

No Estado, somente na atual administração existem centenas de obras inacabadas, e se somadas as dos governantes anteriores sobem para milhares. Mas, o que o povo gosta de ouvir dos apresentadores são os possíveis nomes de pretensos candidatos para os cargos de governador, vice e senador, para as eleições vindouras. Parece-me que o assunto serve para alimentar a audiência e a leitura de telespectadores e leitores da imprensa local.

É lastimável, por assim dizer, que o Piauí preservará a identidade de primo pobre do Brasil por muitas e longas décadas. Enquanto perdurar o calendário de eleições nesse país, apenas as pessoas que vivem eternamente encasteladas nas hostes do poder vão continuar esbanjando e ostentando suas posse e riquezas através dos supervalorizados salários e também de faturamento em cima de especulação de recursos provenientes do erário.

É inadmissível que 10% da fatia do bolo destinados para uma minoria sejam superiores aos 90% que sobra para os pobres mortais dividirem entre si. Mas, porém, essa grande parte gosta e se acalanta com migalhas. Prova disso, são os que sobrevivem com o cartão bolsa família. Diariamente as casas lotéricas estão abarrotadas dessa gente que se aglomeram em filas quilométricas para retirar o dinheiro desse “benefício”, aliás, dessa esmola.

Mas, voltando as assunto da sucessão 2010 no Piauí, havemos de convir que todos que estão tratando o assunto estão de já garantindo o futuro. Não pensem que ocorrerão brigas ou intrigas entre as partes envolvidas e citadas no dia-a-dia dos meios de comunicação. Até haverá entendimentos mútuos e todos irão celebrar os acordões fechados entre gregos, troianos e samaritanos.

Muda Piauí!