30 de setembro de 2009

Anotem isso...

Eu nunca quis ou tentei escrever... Contentei-me em falar, narrar, nem sempre bem, ou gritar bem alto para que a atenção fosse sublime. Hoje mudei de idéia e rabisco alguma coisa para expressar meus sentimentos sobre este momento anunciado.

É chegada a hora, um Homem cruza a linha do tempo e se mostra um sonhador e contador de histórias, que em momentos de sobriedade constrói e realiza sonhos que agora já não são mais seus, e sim trincheiras de uma nova luta.

Por mais de cinqüenta anos foram sonhos realizados, com sutis experiências no seu ninho primitivo que o capacitaram a analisar nos momentos difíceis e encontrar saídas inesperadas em rebotalhos de derrotas fragorosas para construir cheio de otimismo em retumbante vitorias. Não estamos falando de nenhum super herói esculpidos em fabulas milenares, que acalantam jovens bebês estimulados pela farta energia de sua infância.

A historia é verdadeira, e exauriu o tempo do timoneiro que tirou da obscuridade o Estado mais pobre e mais humilhado de uma Federação desgastada pelo coronelismo secular e injusto, que quando radicaliza nos leva a insuportáveis momentos de dura repressão de regimes de exceção. Por falar nisso Ele foi forjado nesse tempo.

Mas o bom de nossa democracia é que ela nos propicia enveredar por todos os caminhos e Ele os palmilhou com equilíbrio e altivez. Foram quase noventa e um anos de vida. Quando gritei por milhares de vezes “é Ele ou não é?... Sempre ouvi uma uníssona resposta “éééééééééé” e para destacar que havia outro lado... “Então PMDB neles”.

Assim a bandeira voltou a ser de pano normal, as estradas rasgaram os serrados, os hospitais passaram a ser regionais, a escola acolheu a todos que pretendessem estudar, O jenipapo deixa de ser fruta e passa a ser o rio que viu uma Batalha, a batalha vira monumento que passou para a historia de um Pais que acreditava que o Piauí em pouco tempo iria acabar. Em outro momento assistimos um navio singra o outro rio assoreado pelo esquecimento de inconscientes mentes rudes. Exauriu as forças do homem comum e nasce para a história o mito Alberto Silva. O tempo agora é de saudades!

Por Ayrton José Alves da Silva
Foto: Gilson Brito