
O partido dos Trabalhadores (PT) largou na frente rumo à corrida sucessória ao governo estadual, conforme Nota divulgada pelo partido, através de resolução tomada pelo Diretório Estadual, no último dia 16. Enquanto isso, as outras agremiações que compõem a base aliada e contam com pré-candidatos lançados, ainda estão a esperar pela definição do governador Wellington Dias, que vem adiando, adiando e “matando no cansaço” os demais pretensos candidatos.
Apesar de não confirmar o candidato da base aliada, o governador Wellington Dias, aqui acolá, deixa escapar que o seu pretendido é do PT. Isso ele disse em discurso na cidade de Picos recentemente, enaltecendo a figura do secretário Antônio José Medeiros. Relembrem que bem antes, quando o então candidato do partido era o secretário de fazenda Antônio Neto ele afirmou a mesma coisa. Ora, todos os piauienses conhecem a inteligência política do governador Wellington Dias. Não é à toa que ele tem uma carreira política recheada de vitórias por saber agregar em torno de si figuras políticas de todos os naipes.
Se o governador ainda não veio a público, através dos meios de comunicação, proclamar a decisão sobre o candidato a sua sucessão, é porque certamente está oscultando as lideranças dos outros partidos e costurando acordos que os satisfaçam, para abdicarem da cabeça da chapa. Muitos analistas acham que é impossível não haver alguma dissidência por parte daqueles que sentirem-se contrariados. Entretanto, e dependendo do grau de esfacelamento que o fato supostamente causará na base, é que o governador entrará em campo para reforçar a equipe do candidato classificado para o embate final.
É notório e compreendido que o PT depois de ter passado mais de 20 anos na oposição, comendo o pão que o diabo amassou, não queira “largar o osso” facilmente. Apesar da ajuda que teve dos aliados na conquista do poder no Piauí nos dois mandatos de Wellington Dias, o PT sabe que se não aproveitar o momento talvez volte às origens. Por isso, tem fechado questão da candidatura prórpia a todo custo. Porém, essa é uma tática que poderá causar prejuízos se todos os outros partidos da base aliada pensar a mesma coisa.
Uma rachadura de grande dimensão levaria a aposição diretamente ao trono, já que o seu pretenso candidato, Silvio Mendes, tem boa aceitação junto à população piauiense, como vem mostrando as pesquisas eleitorais. Portanto, cabe ao comandante Wellington Dias a tarefa de armar um esquema que neutralize os ímpetos do PT e ainda contenha a debandada dos insatisfeitos da base aliada.
Por Janio Holanda - Jornalista