6 de janeiro de 2010

Médicos rejeitam propostas, mas adiam greve para dia 14

Assembleia da categoria analisou propostas da Prefeitura de Teresina e Governo do Estado. Nenhuma agradou.

Os médicos do Piauí não conseguiram definir uma posição e adiaram a greve programada para esta quinta-feira (7). Durante assembleia geral, a categoria considerou as propostas de Prefeitura de Teresina e Governo do Estado aquém do reivindicado, mas ainda irão se reunir para definir qual estratégia será traçada nos novos diálogos com os gestores públicos. A nova reunião está marcada para a próxima quarta-feira, dia 13, e o início da greve, em caso de desacordo, no dia 14.

"A categoria está em Estado de greve, mas não está em greve", frisou o presidente do Sindicato dos Médicos do Piauí, Leonardo Eulálio. Durante a semana, todos continuarão em negociação. Ainda não se definiu se a proposta original, de piso de R$ 3,5 mil, será mantida, ou outros valores negociados com base nos apresentados pelos gestores públicos.

Apesar de considerada aquém do pedido, a proposta da Prefeitura de Teresina, com percentuais de até 66%, foi considerada um avanço, mas os médicos poderão tentar nova negociação. O maior empecilho da noite foi a proposta do Governo do Estado. A categoria considerou que houve um rateio da produtividade, que prejudica as especialidades que ganham mais. Para discutir isso, uma reunião foi marcada para a noite desta quinta-feira com representantes de cada área médica.

Durante a noite, no auditório lotado com médicos vestidos de preto, a tabela apresentada pelo Governo do Estado foi chamada de "proposta da discórdia", pois divide a categoria. Segundo o Sindicato, só os médicos que recebem menos com produtividade saem ganhando.

Cidade Verde