Há muitos anos a
arbitragem que atua no futebol profissional do Piauí vem se
mostrando uma das mais “fracas” do Brasil comparando-a com o
quadro de árbitros de outras federações. A falta de uma preparação
adequada e o não comprometimento exclusivo com a profissão são as
principais causas dessas más atuações.
Sabemos que tudo nessa
vida evolui, e o futebol piauiense não foi diferente, tendo em vista
que nesse ano de 2013 a principal competição realizada pela
Federação de Futebol do Piauí (FFP), o Campeonato Piauiense de
Futebol, teve uma boa melhoria quando comparado há outros anos. A
organização, a visibilidade, o comprometimento por parte dos
clubes, e os prêmios para o torcedor, foram as principais evoluções
que o estadual teve nessa temporada – “mas nem tudo são flores”.
Ao contrário de tudo que ta acontecendo de bom no piauiense de
futebol desse ano, o setor de árbitros vem ficando e ficou mais uma
vez pra trás. Pois enquanto a maioria dos dirigentes dos times que
disputam o certame reconhece e elogia as condições que a FFP está
disponibilizando para os mesmos para a boa realização da
competição, ainda criticam e com razão a arbitragem do estado do
Piauí.
Muitos torcedores e
formadores de opiniões sobre o futebol veem os árbitros piauienses
com um péssimo preparo físico, e isso é fato. A reclamação maior
vem das laterais de campo, pois existem muitos bandeirinhas que fazem
parte desse quadro, que possuem o famoso “buxinho”, não
permitindo assim um maior acompanhamento na jogada. Valendo ressaltar
que os bandeirinhas em uma partida são muito importantes, tendo
vista que um erro dos mesmos pode modificar de forma direta no
resultado final de um jogo. Mas se a deficiência fosse somente com
os assistentes, se daria um jeito, mas o que infelizmente acontece de
fato é que os erros grosseiros vêm principalmente daqueles que
carregam o apito, os árbitros principais.
Muitos exemplos de más
marcações vêm vindo à tona com os registros fotográficos do
Acesso 343, que só nesse campeonato já registrou vários erros
cruciais cometidos pelos árbitros do Piauí. O gol do Parnahyba
contra o Corisabbá pela qual teve um desvio de mão do zagueiro
Gilmar Baiano, o pênalti marcado incorretamente em cima do atacante
Fabinho do azulino no jogo contra o 4 de Julho e a penalidade não
marcada em cima do atacante Zé Rodrigues também do Tubarão do
Litoral em partida contra o Piauí foram uma das principais
marcações erradas registradas pelo repórter Kairo Amaral.
Outro fator que
contribui muito na não evolução da arbitragem no Piauí é o não
comprometimento exclusivo com a profissão de árbitro. Pois existem
muitos juízes, bandeirinhas e outros que fazem parte do quadro de
arbitragem no nosso estado que além de exercer essa profissão,
desempenham outras paralelamente. E isso de uma forma indireta pode
atrapalhar na preparação dos indivíduos, que tentam ter um bom
desempenho dentro das “quatro linhas”, mas devido exercerem
outras profissões não conseguem se organizar exclusivamente para
essa função.
Dessa forma se não
houver uma preparação adequada, tanto técnica como física, e um
maior comprometimento por parte desses profissionais, será muito
difícil noticiarmos que a arbitragem piauiense evoluiu. Enquanto
isso não acontece temos que relatar o que de fato é verdade. E
infelizmente continuaremos a presenciar erros grosseiros daqueles que
“comandam” o nosso futebol.
Por Gilson Brito
